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Metas de Leitura: 2025

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Eu não sei pra vocês, mas, pra mim, primeiro de Janeiro é o dia de preparar (mentalmente ou literalmente) o que temos planejado para o ano que está começando. Comecei as primeiras horas do ano arrumando uma bagunça que havia deixado em cima da cama ao me arrumar para a virada, dormi com tudo em ordem e acordei disposta para um café com pão de queijo, um episódio de Friends para acompanhar e uma aula de yoga logo em seguida para energizar e alongar este corpo de 40 anos que agora, mais do que nunca, está precisando de exercícios físicos constantes pra aguentar o tranco do dia a dia sem se lesionar (inclusive, para 2025 a meta é manter 1 ano de musculação com frequência mínima de 2 vezes por semana e 15 minutinhos de yoga todos os dias). Outra meta que eu me propus é a de escrever mais. Em 2024 eu treinei caligrafia para melhorar a minha letra e, apesar de ainda não gostar muito, já melhorou bastante e quero manter a escrita cursiva como um hábito para a caligrafia e as postagens no blog...

Retrospectiva de Leituras: 2024

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Apesar de eu não ter postado nenhuma resenha sobre os livros lidos em 2024, este ano foi um dos melhores - se não o melhor - do meu histórico de leituras. Começar a ler clássicos foi um caminho sem volta que eu me sinto orgulhosa em ter começado a trilhar depois que retomei o hábito da leitura em 2020, quando, em meio à quarentena, eu tinha dificuldades em focar por mais de 5 minutos durante uma leitura.  Da lista originalmente criada para este ano acabei lendo apenas 4 obras, e as outras 7 fui escolhendo pelo meio do caminho depois de abandonar algumas que não fluíram, como "O Fantasma da Ópera", de Gaston Leroux (que comecei a ler 3 vezes e simplesmente não achei interessante), e "Phantastes", de George MacDonald, que apesar de ser lindo e bem recomendado, estava prendendo a minha atenção mais pelos erros de português da edição do que pela história (que realmente parece muito bonita, mas que merece ser lida numa edição melhor). Houve, ainda, o abandono de "In...

Resenha: O Homem que foi para Marte porque queria ficar sozinho

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"- Esperança - diz ele - É esperança. Eu entendi. [...] - Todos nós entendemos, Major Tom - diz ela. - Finalmente, todos nós passamos a ter esperança." Em 2020, David Bowie foi meu artista mais ouvido do ano. Ele foi minha principal companhia durante aquele primeiro ano de pandemia e uma das músicas mais ouvidas foi a incrível Space Oddity. Curioso que, quando eu era mais nova, não gostava do som, e, naquele ano de uma quarentena interminável, a cada vez que eu ouvia a harmonia daquela canção, ela se tornava mais e mais bela. Que hino. Que música. Que artista.  Hoje, David Bowie segue entre os meus queridos da música e eu tenho até um boneco do Ziggy Stardust que eu não troco por nada.  No ano passado, encontrei o livro "O Homem que foi para Marte porque queria ficar sozinho" na Amazon e me interessei principalmente depois de ler a resenha dizendo que o nome do protagonista era Thomas Major, inevitavelmente apelidado de Major Tom. Invoquei com ele. Comprei.  Eu conf...

Resenha: O Meu Pé de Laranja Lima

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  "- Não faz mal, eu vou matar ele. - Que é isso, menino, matares teu pai? - Vou sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu."  O Meu Pé de Laranja Lima é um livro que todo leitor já deve ter ouvido falar. Estava na minha lista há meses mas, em meio a um estado depressivo, esperei até que eu me sentisse melhor para ler. Coincidentemente, ele entrou em promoção na Black Friday e comprei.  Eu me lembro de ter ouvido falar dessa história desde a minha infância. Tudo o que eu ouvia era: "é muito triste, mas muito bonita", e eu me lembro da novela produzida pela Band em 1998 (que não consegui assistir devido ao horário da escola). Ou seja: pra mim, era um clássico que eu queria conhecer. E ainda bem que conheci.  Zezé é um menino de 5 anos que, para que fosse possível entrar na escola, precisava mentir que tinha 6. Parte de um...

Resenha: Drácula de Bram Stoker

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(Resenha escrita originalmente em 24/01/2021) Ontem eu terminei "Drácula de Bram Stoker". Esse livro estava há muito tempo na minha lista de desejos e eu nunca havia comprado porque sempre acabava escolhendo outro ao invés dele (também porque, por várias vezes, as edições de que eu gostava eram muito caras). Então, no ano passado, eu dei uma super direta num story do instagram pedindo de presente de aniversário e ganhei.  A história é muito boa, a leitura flui bem e você fica querendo saber o que vai acontecer no final. Porém, talvez por conta de eu ter tido referências anteriores e bem diferentes de vampiros mais "perigosos", achei o final um pouco parado. Digamos que eu criei uma expectativa diferente; mas de maneira alguma isso tira a grandiosidade da obra que é realmente fantástica. Acho que uma das características mais interessantes do livro, pra mim, é o fato de que ele é inteiro narrado por diários e alguns recortes de notícias de jornal, o que nos dá acesso ...

Resenha: O Xangô de Baker Street

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" - ... O doutor Watson e eu fazemos questão de observar esta necropsia. Afinal, oito olhos enxergam melhor do que quatro. - Oito não, sete. - Como assim? - O Saraiva é cego de um olho - [...] - Não sabia que o senhor era um herói de guerra - disse Holmes, comovidamente. - Foi numa luta corpo a corpo?  - Não, uma infecção. Cocei o olho com a mão suja - explicou, sem pudor, o médico-legista." "O  Xangô de Baker Street" foi um livro que eu peguei numa troca muito bem sucedida que fiz com um bazar beneficente da minha cidade. Eu já conhecia por título e me lembro muito bem de, há muitos anos, assistir ao Programa do Jô e vê-lo divulgando o livro (nesta mesma edição que hoje eu tenho), e hoje posso dizer que esta é, sem dúvidas, a obra mais divertida que eu já li!  A história se passa na cidade do Rio de Janeiro em 1886. A francesa Sara Bernhardt - a atriz mais famosa do mundo - está no Brasil para uma série de apresentações e, ao se encontrar com o imperador Dom Pedro ...

Resenha: A Morte de Ivan Ilitch

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"A vida, uma série de sofrimentos cada vez maiores, acelera rapidamente para o final e este final é o sofrimento mais terrível." Parece bizarro dizer que gostei tanto de um livro tão incômodo e triste. Mas eu gostei muito mesmo.  "A Morte de Ivan Ilitch" é um livro bem curtinho: tem apenas 80 páginas e o autor entrega aquilo que o título escancara. Ivan Ilitch é um juiz de direito, casado e pai de família que, depois de uma mudança de cargo que impulsiona uma fase mais feliz em sua vida, sofre uma pequena queda em sua nova casa e adoece sem possibilidade de melhora.  A história narra em 3ª pessoa todo o caminho até a irremediável morte por causa desconhecida de Ivan, tanto na visão do próprio doente até na visão de seus familiares e amigos. É dolorido, incômodo e pesado, e me fez refletir muito sobre como deve ser estar na pele de uma pessoa que vive essa situação.  Apesar de toda a filosofia contida no texto e do clima pesado da história, a leitura é fácil e flui b...