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Mostrando postagens de fevereiro, 2022

Uma carta sobre o amor

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Outro dia eu compartilhei uma postagem nos stories do Instagram que tinha apenas a intenção de ser uma mensagem bonita e otimista sobre o amor: uma foto de um casal feliz e, ao lado, uma conhecida frase atribuída ao poeta brasileiro Mário Quintana que diz: "O amor só é lindo quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser."  Foi um compartilhamento despretencioso, mas que resultou em algumas respostas sobre uma das interpretações que essa ideia pode ter por quem lê. Sabemos que algumas frases podem fazer mais sentido se forem lidas levando em conta o contexto da época em que foram escritas ou, ainda, do texto todo em que ela foi aplicada, mas, visto que a ideia de alguém nos transformar através do amor foi objeto de várias reflexões (como, por exemplo, idealizar um amor irreal, criar expectativas demais e até sobre a importância da terapia para que não se acabe vivendo num relacionamento abusivo ou frustrado), vou colocar em palavras a minha "defes...

Resenha: Em Algum Lugar nas Estrelas

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"Ligar os pontos. Minha mãe dizia que olhar as estrelas tinha a ver com isso. 'Lá em cima é como aqui embaixo, Jackie. Você precisa procurar as coisas que nos conectam. Encontrar os jeitos com que nossos caminhos se cruzam, nossas vidas se interceptam e nossos corações se encontram'. [...] Com um lápis vermelho, ligo as estrelas. E, não por coincidência, elas formam o desenho de uma xícara de chá com florezinhas vermelhas." "Em Algum Lugar nas Estrelas" foi o primeiro livro pelo qual eu me apaixonei pela capa antes mesmo de saber sobre sua história. Agora, depois de ler, estou mais apaixonada ainda. É um livro que eu quero ter comigo pra sempre! Uma história cheia de amor e delicadeza sobre luto, amizade, respeito e coragem. No final da Segunda Guerra, Jack perde sua mãe e é enviado para um internato por seu pai, com quem tem uma relação que fica cada dia mais distante e silenciosa. Em meio à turma com a qual ele pouco se identifica, Jack conhece Early Auden...

Uma Carta de Apresentação

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Talvez fosse deselegante da minha parte começar a postar sem ao menos me apresentar. Ao mesmo tempo, não quero falar de mim pois acho que, de uns tempos pra cá, perdi a habilidade de me descrever. Houve uma época em que eu me descrevia com adjetivos romantizando demais o meu ser e, depois, houve um outro tempo em que me descrevia de uma maneira pequena como eu mesma me via. Esses dois tempos passaram e hoje acho que me vejo como eu sou: nem muito, nem pouco, apenas a Marina. Mas vou falar um pouco sobre mim.  Tenho 37 anos: parece muito quando eu penso na quantidade de anos, mas pouco quando eu tento mensurar a quantidade de vida vivida. Por isso, hoje não gosto de me considerar sonhadora e prefiro fazer, de fato, ao invés de sonhar com "um dia". Hoje, vivendo cada dia, eu cuido de muitas plantas que me dão flores lindas, tento manter a minha alimentação saudável e agradeço ao meu trabalho que me proporciona ter um lar. Tento manter as leituras em dia e tenho um diário de l...