Resenha: Dom Casmurro
Talvez alguns autores sejam melhores compreendidos quando lidos em determinadas idades. Machado de Assis era leitura obrigatória na escola e, no meu primeiro contato, achei um saco: difícil de entender suas palavras arcaicas e ruim de analisar pois não tinha nunca uma aventura ou um mistério policial; na minha visão, uma leitora adolescente que tinha como livro preferido "A Moreninha", "Memórias Póstumas de Brás Cubas" era um livro extremamente entediante, sem carisma e esquecível. "Dom Casmurro", então, era um "nunca nem li" quando me perguntavam. Hoje, depois de alguns anos, de algum amadurecimento e de um interesse pelo comportamento humano que quase me leva a estudar psicologia (quem sabe?), me vi diante de um livro poderosíssimo e que me intrigou como nenhum outro jamais fizera. Um dos maiores clássicos da Literatura Brasileira estava bem nas minhas mãos e eu não apenas podia reconhecê-lo, como passei a refletir profundamente sobre a mente...